Entenda a diferença entre compartilhamento de gestão assistencial e migração na Unimed 

Nos últimos anos, os beneficiários oriundos da Unimed-Rio passaram a lidar com dois conceitos distintos: o compartilhamento de gestão assistencial e a migração de operadora. Embora ambos estejam relacionados ao atendimento dos planos de saúde, eles são diferentes e possuem impactos distintos na relação entre o cliente e o plano. 

O compartilhamento de gestão assistencial é um modelo regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que não altera o vínculo contratual do beneficiário. Nesse modelo, a Unimed Ferj permanece como a operadora responsável pelo plano, mantendo a gestão dos contratos, boletos, cadastros e o cumprimento das obrigações regulatórias.  

No contexto atual, a Unimed Ferj firmou acordos de compartilhamento de gestão assistencial com Unimeds locais, inclusive com a Unimed do Brasil, responsável pelo atendimento nos municípios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias, permitindo que a gestão da assistência à saúde — que abrange autorizações, atendimentos, reembolsos e a coordenação da rede credenciada — seja realizada por essas cooperativas, conforme a região de residência do beneficiário. 

O objetivo principal dessa estratégia é garantir continuidade, proximidade e eficiência no atendimento, utilizando a estrutura existente das Singulares da região. O beneficiário não perde direitos, não reinicia carências e mantém a cobertura. Em alguns casos, pode ser fornecida uma nova carteirinha com numeração local, facilitando o atendimento na rede. 

Em contrapartida, a migração ocorreu quando a carteira de beneficiários da Unimed-Rio foi transferida para a Unimed Ferj, com autorização da ANS. Nesse processo, o contrato que antes estava vinculado à Unimed-Rio passou a ser administrado pela Unimed Ferj, sem necessidade de um novo contrato ou reinício de carências. A cobertura assistencial, a rede credenciada e o padrão de acomodação permaneceram inalterados. Os beneficiários começaram a utilizar uma nova carteirinha e a operadora assumiu integralmente as responsabilidades administrativas, contratuais e assistenciais. Embora tenha ocorrido a troca de operadora, os direitos dos beneficiários permaneceram preservados. 

Em resumo, enquanto o compartilhamento de gestão assistencial é uma estratégia operacional que mantém o contrato original, com o apoio das Unimeds locais para a gestão do atendimento assistencial, a migração representa a troca definitiva de operadora. Ambos os modelos são regulamentados pela ANS e visam garantir a continuidade e a qualidade da assistência à saúde dos beneficiários. 

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