Palestra “Aspectos da violência contra a mulher” encerra ações do mês da Mulher

Em 1º de abril, a Federação Rio realizou a palestra “Aspectos da violência contra a mulher”, conduzida pela delegada titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de São Gonçalo (DEAM-SG), Carla Tavares, e mediada pela analista de Promoção Social na Sistema OCB/Sescoop-RJ, Camila Feitosa. Realizada no formato digital, a ação fechou a campanha em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que foi celebrado durante todo o mês de março na cooperativa.

“Nosso foco é conscientizar sobre os tipos de violência que a mulher pode sofrer no âmbito doméstico ou profissional e ratificar a importância da denúncia”, introduziu a delegada que ao ser perguntada sobre como identificar uma situação de violência contra a mulher, explicou se tratar de toda e qualquer ação, na questão do gênero, que venha causar sofrimento à vítima, podendo ser violência física, quando ocorrem agressões e lesão corporal, moral, como injúria e difamação, psicológica, quando o autor causa sofrimento constante durante algum tempo e deixa a vítima com transtornos psicológicos, sexual, podendo ser estupro, importunação sexual, assédio sexual, e patrimonial, que verificamos como estelionato e apropriação indébita, muito comum em casamentos, segundo Carla Tavares.
“A mulher ainda é vulnerável e precisa de proteção. A Lei Maria da Penha é exemplo do nosso avanço, pois garante a proteção da mulher”, explica ela, lembrando que não só as mulheres, mas também os homens, podem ser vítimas de violência doméstica. No entanto, os homens não serão amparados pela Lei.
A delegada apresentou ainda, durante o encontro, números do Instituto de Segurança Pública (ISP) que apontam como sendo o maior motivo para denúncias de mulheres, hoje, segundo números de 2021, a violência física, seguida pela psicológica, moral, sexual e patrimonial. “Muitas mulheres não têm conhecimento, por exemplo, que uma relação sexual não desejada durante o relacionamento, é considerada estupro. As mulheres só procuram a delegacia quando sofrem lesões, efetivamente, e já não aguentam mais. Procurem após sofrer qualquer uma das violências citadas anteriormente, seja em ambiente doméstico ou profissional. A partir disso, começamos o encaminhamento para as redes de proteção”, afirma.
Durante todo o mês de março, a área de Mercado coletou dos colaboradores, frases machistas que eles já ouviram nas ruas, em casa ou no trabalho. As frases foram lidas e discutidas pela palestrante. “Termos absurdos e que não devem ser tolerados, atualmente. Denunciem! Utilizando de uma frase muito famosa, eu digo: em briga de marido e mulher, a gente defende a mulher”, encerrou Carla Tavares.
“Eu fui vítima de violência doméstica há alguns anos e sofri muito com isso. Foi um momento difícil, mas já superado. A Federação Rio está de parabéns por terem tomado a iniciativa sem pegar carona em ações da mídia. A motivação e a preocupação vieram de dentro. Agradeço o carinho da área de Gestão de Pessoas e todos os envolvidos na ação”, agradeceu a mediadora da palestra, Camila Feitosa.
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