35ª Reunião do GERE promove alinhamento sobre novo modelo de fiscalização da ANS 

A Unimed Ferj sediou, no dia 27 de maio, a 35ª Reunião do Grupo Estadual de Regulação (GERE), reunindo aproximadamente 60 participantes, de 18 Singulares do estado, para um momento de atualização e alinhamento sobre o novo modelo de fiscalização regulatória da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Representando o órgão fiscalizador, também estiveram presentes a diretora de Fiscalização, Eliane Aparecida de Castro Medeiros, o diretor adjunto, Marcus Teixeira Braz, e o coordenador de Estudos e Projetos, Pedro Villela, que apresentaram esclarecimentos sobre as Resoluções Normativas nº 656, 657, 658 e 659/2025, em vigor desde 1º de maio de 2026. 

Durante o encontro, foram debatidas as principais mudanças trazidas pelo novo modelo de fiscalização da ANS, que passa a adotar uma abordagem baseada nos princípios da regulação responsiva. O novo formato incorpora instrumentos preventivos, indutores e sancionatórios, com atuação mais estratégica, seletiva e orientada por risco. 

A gerente de Regulação da Unimed Ferj, Ana Paula Polli, destacou que o encontro reforçou a importância do diálogo técnico e institucional entre as Singulares do Sistema Unimed e a ANS em um momento de transformação relevante para a saúde suplementar. “Os esclarecimentos apresentados pela Diretoria de Fiscalização (DIFIS/ANS) demonstraram que o novo modelo, implementado desde 1º de maio de 2026, representa uma mudança importante na lógica regulatória do setor. A fiscalização passa a atuar sob os princípios da regulação responsiva, com instrumentos preventivos, indutores e sancionatórios, e uma atuação cada vez mais estratégica, seletiva e orientada por risco”, afirmou. 

Polli explicou que o novo modelo deixa de se basear exclusivamente na análise integral das demandas e passa a utilizar amostras representativas construídas a partir de critérios técnicos, incorporando também mecanismos de triagem automatizada e priorização por indícios de infração. Ela ressaltou que esse cenário exige das operadoras o fortalecimento da governança, a organização dos processos internos, o monitoramento contínuo de indicadores e uma atuação preventiva na gestão dos riscos assistenciais e regulatórios.  

“A simples resposta à demanda regulatória já não é suficiente. As cooperativas precisarão demonstrar maturidade operacional, rastreabilidade das informações, capacidade de monitorar desvios e cultura organizacional orientada à conformidade, eficiência e resolutividade”, concluiu. 

A 35ª Reunião do GERE reforçou o papel do grupo como espaço de integração, compartilhamento de conhecimento e fortalecimento institucional entre as cooperativas fluminenses, contribuindo para que o Sistema Unimed esteja cada vez mais preparado para os desafios e oportunidades do ambiente regulatório da saúde suplementar. 

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